domingo, 01/11/2026

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Diário de Campinas

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A solidariedade entre países: menino paranaense é salvo por doador de medula na Alemanha

Em uma emocionante reviravolta, Arthur Barão Massan, um menino de apenas 9 anos de Curitiba, recebeu uma nova chance de vida graças a uma doação de medula óssea feita por Florian Weiand, um jovem…

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Em uma emocionante reviravolta, Arthur Barão Massan, um menino de apenas 9 anos de Curitiba, recebeu uma nova chance de vida graças a uma doação de medula óssea feita por Florian Weiand, um jovem de 23 anos que vive na Alemanha. A conexão entre os dois, que estão separados por mais de 10 mil quilômetros, ilustra como a solidariedade pode transcender fronteiras.

A história de Arthur começou a mudar em agosto de 2023, quando foi diagnosticado com a anemia de Fanconi, uma condição genética que compromete a produção de sangue pela medula óssea. “Precisamos encontrar um doador saudável para substituir a medula doente”, explica a médica Cilmara Kuwahara, que acompanhou o caso de Arthur.

A busca pelo doador ideal se intensificou após o diagnóstico, e foi então que Florian, que havia se registrado como doador em 2019, recebeu a ligação que mudaria a vida de Arthur. “Eu estava voltando do trabalho quando me disseram que havia compatibilidade. Não hesitei em aceitar”, relembra Florian, que se emocionou ao saber que poderia ajudar alguém tão distante.

Em 2024, a doação foi realizada, e a medula de Florian chegou ao Brasil em menos de 24 horas. Desde então, Arthur só precisa visitar o hospital para consultas de rotina. “Eu sempre acreditei em milagres, mas nunca pensei que viveria um”, diz Luiz Fernando Massan, pai de Arthur, visivelmente emocionado.

Após o transplante, o contato entre as famílias só ocorreu dois anos depois, quando Tathiane, mãe de Arthur, enviou um e-mail a Florian para expressar sua gratidão. “Foi incrível saber que pude ajudar um menino a viver sua vida e realizar seus sonhos”, revela Florian, que agora considera Arthur parte de sua família.

A história de Arthur e Florian também destaca a importância do cadastro de doadores de medula óssea. No Paraná, em 2025, foram realizados 294 transplantes, e a médica Cilmara enfatiza que a doação é um ato de amor que pode salvar vidas. Arthur e Florian sonham em se encontrar um dia, com a promessa de um abraço apertado e quem sabe, uma partida de cartas de Pokémon.

Para quem deseja ser um doador, a Secretaria Estadual da Saúde do Paraná informa que é necessário ter entre 18 e 35 anos e procurar uma unidade do Hemepar, onde um simples teste de sangue pode fazer a diferença na vida de alguém. A história de Arthur é um lembrete poderoso de que, mesmo em um mundo tão grande, a solidariedade pode unir corações e transformar vidas.