quinta-feira, 05/11/2026

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Diário de Campinas

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Presidente da Câmara de Sumaré é afastado e preso por envolvimento em tráfico de drogas

A situação política em Sumaré, SP, ganhou contornos inesperados após a Justiça decretar a prisão preventiva de Hélio Silva, presidente da Câmara Municipal, por supostos vínculos com o tráfico de drogas. A decisão, proferida…

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A situação política em Sumaré, SP, ganhou contornos inesperados após a Justiça decretar a prisão preventiva de Hélio Silva, presidente da Câmara Municipal, por supostos vínculos com o tráfico de drogas. A decisão, proferida na terça-feira (3), também implica um afastamento de pelo menos 180 dias de sua função, até que os desdobramentos legais sejam esclarecidos.

O juiz Leonardo Delfino acolheu uma denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), tornando Hélio réu por associação ao tráfico, além de duas acusações de tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo. Ele não está sozinho nessa situação; outros dois envolvidos, Maikon Baptista da Costa e Admilson da Silva, também tiveram suas prisões decretadas e se tornaram réus na mesma ação.

Hélio, que já havia se afastado de suas funções na Câmara por decisão própria, foi detido em 9 de setembro durante a Operação Archimagus, que visa combater o crime organizado na região. A investigação revela que ele, conhecido como “Mister M”, seria o responsável pelo financiamento e logística do tráfico de drogas na área.

Com a decisão judicial, Hélio está proibido de acessar as instalações da Câmara e de utilizar qualquer recurso da instituição. A Câmara de Sumaré, em nota, confirmou que irá respeitar a decisão judicial e que as atividades legislativas continuarão sob a liderança do vereador Lucas Agostinho, que assume interinamente a presidência.

Além das graves acusações, áudios anexados ao processo, atribuídos ao filho de Hélio, mencionam uma “biqueira” ligada ao vereador, onde o jovem cobra uma dívida e faz referência ao local como ponto de venda de drogas. Essa revelação acrescenta mais um elemento à já complexa situação envolvendo o parlamentar.

A Polícia Federal está investigando ainda se Hélio usou dinheiro de origem suspeita para financiar suas campanhas políticas. Ele mesmo foi candidato a deputado federal nas últimas eleições, obtendo 1.981 votos e se tornando suplente do Cidadania, mesmo estando preso.

Em buscas realizadas durante a operação, foram encontrados diversos itens em propriedades ligadas a Hélio, incluindo armas, munições, e uma quantia significativa em dinheiro. A investigação também está analisando se imóveis ligados ao vereador serviam como fachada para atividades ilegais.

A Operação Archimagus, que envolveu várias forças de segurança, continua a desvendar um esquema que parece ter raízes profundas na região. Assim, a Câmara de Sumaré se vê em meio a um turbilhão de incertezas, enquanto a população aguarda por mais esclarecimentos sobre os desdobramentos desse caso que abala a política local.

Crédito da imagem: Hélio Silva, vereador de Sumaré (SP)