sexta-feira, 16/10/2026

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Diário de Campinas

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Clássicos dos anos 60 percorrem 5,6 mil km em expedição pelo Brasil, Argentina e Uruguai

Uma jornada de 5,6 mil quilômetros por estradas de Brasil, Argentina e Uruguai poderia ser considerada uma tarefa difícil para qualquer um, mas um grupo de 23 aventureiros mostrou que a paixão por carros…

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Uma jornada de 5,6 mil quilômetros por estradas de Brasil, Argentina e Uruguai poderia ser considerada uma tarefa difícil para qualquer um, mas um grupo de 23 aventureiros mostrou que a paixão por carros clássicos pode transformar essa jornada em uma experiência emocionante. Eles saíram de Campinas (SP) em oito veículos da marca DKW-Vemag, todos fabricados nos anos 1960, para participar da AutoClásica 2026, um renomado evento de automóveis antigos que ocorreu no Hipódromo de San Isidro, em Buenos Aires.

A frota era composta por uma Vemaguet, seis Belcars e um Puma, com o mais antigo datando de 1963. A expedição, que teve início no dia 2 de outubro, cruzou a fronteira em Foz do Iguaçu (PR) antes de chegar à capital argentina, onde mais de 1,2 mil automóveis e motocicletas históricas estavam em exibição entre os dias 9 e 12 de outubro.

Mário Luiz Menezes, de 71 anos, foi o responsável por unir essa turma e viajar com a família em um Belcar de 1967. Ele revelou que o convite para a expedição veio do Auto Union Clube da Argentina, que desejava a presença de três veículos clássicos no evento. “É uma mostra de automóveis antigos clássicos, de várias décadas. São carros de família, mas também muito especiais”, explicou Mário, que estava animado para compartilhar essa jornada com seus filhos e esposa.

Após a exposição, o grupo pegou uma balsa de Puerto Madero a Colônia del Sacramento, no Uruguai, e seguiu para Chuí (RS). A expectativa é que todos cheguem a Campinas neste domingo (18), com alguns amigos de Mário seguindo até Belo Horizonte (MG). Ao todo, a expedição percorrerá aproximadamente 5,6 mil quilômetros entre ida e volta.

No entanto, a aventura não foi isenta de desafios. Apesar da vistoria prévia, alguns veículos apresentaram problemas mecânicos durante a viagem. “É uma viagem cheia de emoções”, comentou Mário, lembrando de um Belcar que precisou ser guinchado e de um Puma que teve o eixo traseiro quebrado. Com a ajuda de conhecidos na Argentina, o grupo conseguiu reparar o carro e continuar a jornada.

Para Mário, essa expedição tem um valor sentimental profundo. O Belcar que conduziu pertenceu ao seu pai, que faleceu há duas décadas. “É uma experiência fantástica, pois estou usando um carro antigo que era do meu pai e viajando com minha família. Essa é uma memória que vou levar para sempre”, disse ele, refletindo sobre a importância da viagem.

Além de ser um amante dos carros clássicos, Mário também mantém uma oficina dedicada exclusivamente à marca DKW, onde ele se dedica a restaurar e cuidar desses veículos com todo o carinho que eles merecem. “É mais do que um trabalho, é um hobby que eu amo”, finalizou, com um sorriso no rosto.