domingo, 18/10/2026

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Diário de Campinas

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Unicamp 2027: Questão da 1ª fase aborda a relevância da democracia em tempos de polarização

A 1ª fase do Vestibular 2027 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que ocorreu no último domingo (18), trouxe à tona questões relevantes sobre a democracia e a polarização política, um tema que está…

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A 1ª fase do Vestibular 2027 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que ocorreu no último domingo (18), trouxe à tona questões relevantes sobre a democracia e a polarização política, um tema que está em alta nas conversas da população. A pergunta, que gerou debates nas redes sociais, exigiu dos candidatos uma reflexão sobre o papel da democracia em tempos de divisões acentuadas.

O enunciado se baseou no artigo “Quem decide o que é democrático?”, escrito pelo professor de política Adam Przeworski, da Universidade de Nova York, e publicado no Journal of Democracy. No texto, Przeworski argumenta que a democracia é um espaço onde indivíduos, com ideias divergentes, podem resolver suas diferenças sem recorrer à repressão, destacando que o verdadeiro desafio está em administrar essas discordâncias. “A democracia deve ser defendida como o melhor método para lidar com divergências em um contexto de polarização”, acrescentou o autor.

Ao abordar a questão, a Unicamp pediu que os candidatos refletissem sobre como a democracia pode atuar em cenários de polarização política. Segundo Silvio Swaya, professor do Colégio Oficina do Estudante, a pergunta enfatizava que a democracia não é um sistema perfeito, mas a melhor alternativa para promover um debate pacífico sobre as diferenças. A resposta correta, de acordo com o gabarito extraoficial, reforça que a democracia é um método eficaz para gerenciar conflitos de maneira pacífica.

Swaya também destacou que em tempos de polarização, o debate pode se transformar em uma disputa, onde o foco deixa de ser o diálogo e passa a ser a vitória sobre o outro. O autor do texto, Przeworski, defende que é essencial sustentar a democracia e sua capacidade de debate racional para superar essas divisões.

José Alves de Freitas Neto, diretor da Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest), explicou que a prova foi elaborada no primeiro semestre de 2026 e que a inclusão de temas atuais é parte do compromisso da Unicamp em dialogar com a realidade contemporânea dos estudantes. “Assim como questões clássicas de física estão presentes, os temas atuais também são abordados”, ressaltou.

Além da polarização, o vestibular apresentou questões sobre negacionismo, política indigenista durante a Ditadura Militar e até sobre desinformação em relação às vacinas contra a Covid-19. Alves enfatizou que essa diversidade de temas tem o intuito de conectar os alunos às discussões atuais, reforçando a relevância do vestibular em refletir a sociedade contemporânea.