A Prefeitura de Amparo, em São Paulo, declarou situação de emergência em saúde pública nesta sexta-feira (23) após a confirmação de quatro mortes suspeitas de febre maculosa, uma doença transmitida pelo carrapato-estrela, conhecido cientificamente como Amblyomma. Todas as vítimas eram do sexo masculino e os óbitos ocorreram em um intervalo de tempo alarmante, entre setembro e outubro deste ano.
Com o objetivo de conter a situação, as autoridades locais estão intensificando as ações de vigilância epidemiológica e controle ambiental. Uma das primeiras medidas foi a interdição de um pesqueiro localizado no bairro Chácara São João, que é investigado como um possível local de contágio para duas das vítimas. A administração municipal ressaltou que as amostras coletadas dos pacientes foram enviadas ao Instituto Adolfo Lutz para análise, mas, enquanto isso, os profissionais de saúde estão sendo orientados a iniciar o tratamento com base na avaliação clínica, sem esperar pelos resultados laboratoriais.
Desde o primeiro óbito suspeito, registrado em julho, a situação tem se agravado. O segundo óbito foi notificado em setembro, seguido por mais dois casos no início de outubro. A prefeitura já tomou uma série de precauções, como realizar o manejo da vegetação e a roçagem técnica em áreas de risco, além de instalar placas de advertência para restringir o acesso a locais potencialmente perigosos.
As ações de prevenção incluem a capacitação de profissionais para identificar precocemente os sintomas da febre maculosa e campanhas de conscientização em unidades de saúde e nas redes sociais. A população está sendo alertada para ficar atenta aos sinais da doença, que podem aparecer até 14 dias após a exposição ao carrapato. Os sintomas mais comuns incluem febre, dores de cabeça intensas, mal-estar, náuseas e vômitos.
A região de Campinas, onde Amparo está localizada, é considerada endêmica para a febre maculosa, e a Secretaria Municipal de Saúde recomenda que aqueles que frequentam áreas de mata, parques e locais com presença de capivaras fiquem em alerta. A prevenção é fundamental: evitar contato com grama alta, usar roupas claras que cubram a pele e inspecionar o corpo após atividades em áreas de risco são algumas das orientações que podem ajudar a evitar a infecção.



