A cidade de Sumaré, em São Paulo, enfrenta uma crise de abastecimento de água que já dura vários dias e afeta diretamente a rotina de muitos moradores. Desde o último domingo (11), diversas comunidades estão sem água, e a situação se agravou a partir de segunda-feira (12). A concessionária BRK, responsável pelo fornecimento, informou que a captação de água no Rio Atibaia foi retomada na manhã desta quinta-feira (15) e que a normalização do abastecimento deve ocorrer até a madrugada de sábado (17).
A interrupção no fornecimento de água foi causada pela identificação de um odor de diesel no manancial, resultado do tombamento de uma carreta que transportava combustível no Ribeirão Anhumas, em Campinas. A situação gerou preocupação na população, que já enfrenta dificuldades para realizar atividades cotidianas, como tomar banho, lavar louça e até mesmo dar descarga nos banheiros.
Na manhã desta quinta-feira, a BRK confirmou que a água do Rio Atibaia está novamente em condições adequadas para o tratamento e distribuição. Entretanto, a normalização será gradual, com diferentes prazos para as diversas regiões da cidade. Os bairros mais afetados, como Nova Veneza, Centro e Maria Antônia, devem ter o abastecimento regularizado até a madrugada de sexta-feira (16).
Os relatos de moradores são de desespero e insatisfação. Ana Maria dos Santos, aposentada do Jardim Viel, compartilhou que sua caixa d’água de 300 litros se esgotou rapidamente e que não recebeu aviso prévio sobre a interrupção. A dona de casa Bruna Toledo, que também enfrenta a falta d’água, descreveu como sua rotina ficou caótica: “Minha pia está cheia de louça, roupa para lavar. Cada dia aumentam a previsão e nada, não volta a água”, desabafou.
A situação é ainda mais alarmante para aqueles que dependem do abastecimento regular para suas necessidades diárias. Muitos moradores estão recorrendo a métodos alternativos, como comprar galões de água ou coletar água da chuva. O descontentamento com a falta de informações claras sobre o problema é visível. “Gostaria de um pouco mais de atitude das pessoas e um pouco mais de informação”, concluiu Ana Maria, refletindo o sentimento de muitos na cidade.
Além disso, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) está realizando coletas de água nas proximidades do ponto de captação, para avaliar os impactos do vazamento de diesel. A situação ainda gera incertezas sobre o futuro do abastecimento na região, e os moradores clamam por soluções que evitem que crises como essa voltem a ocorrer.
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