quarta-feira, 04/11/2026

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Diário de Campinas

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Mulher esfaqueada pelo ex em Sumaré faz vídeo no hospital e expressa gratidão por estar viva: ‘Ainda tenho muito a viver

Em um ato de violência que chocou a comunidade de Sumaré, a dona de casa Elisangela Gonçalves Silva, de 51 anos, foi esfaqueada pelo ex-companheiro, Wesley Antonio da Silva, de 47 anos. O crime…

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Em um ato de violência que chocou a comunidade de Sumaré, a dona de casa Elisangela Gonçalves Silva, de 51 anos, foi esfaqueada pelo ex-companheiro, Wesley Antonio da Silva, de 47 anos. O crime ocorreu na última segunda-feira (2) e, apesar da gravidade da situação, Elisangela compartilhou um vídeo em suas redes sociais, expressando gratidão por ter sobrevivido e pelas orações recebidas. Ela permanece internada, mas está otimista sobre sua recuperação.

A Justiça decretou a prisão preventiva de Wesley, que também está hospitalizado sob escolta policial. O ataque não se limitou apenas a Elisangela; ele também agrediu o enteado, de 18 anos, e a filha, de 11. Enquanto Elisangela se recupera, os familiares vivem momentos de apreensão, especialmente o filho mais velho, Lourran Gonçalves Ferreira, que revelou que a mãe havia recebido diversas ameaças de morte do ex-companheiro, que não aceitava o fim do relacionamento.

Lourran relatou que o histórico de mensagens no celular da mãe era repleto de ameaças, incluindo promessas de que Wesley a mataria se ela tentasse seguir em frente com sua vida. O jovem teme pela segurança da família e expressou o desejo de que o agressor nunca volte a ter acesso a eles. “Ele só queria acabar com nossa família. Se ele sair, ele vai vir aqui e matar a minha mãe”, afirmou Lourran, ressaltando a ineficácia das medidas protetivas em situações como esta.

O caso ocorreu na Rua Ismael Garbelin e foi marcado por uma série de eventos dramáticos. Após ferir Elisangela e suas crianças, Wesley se feriu no pescoço. O enteado conseguiu escapar e buscou ajuda, levando o Corpo de Bombeiros até o local por volta das 4h45. Todos foram atendidos no Hospital Estadual de Sumaré, com Elisangela e Wesley em estado grave. Os filhos, por sua vez, foram tratados de ferimentos leves e já receberam alta.

Agora, Elisangela planeja vender a casa onde a violência ocorreu, pois não se sente segura para retornar. “Ela já está tentando arrumar um jeito de vender essa casa”, revelou Lourran, refletindo o clima de medo e insegurança que a família enfrenta após o ataque. O caso foi registrado como violência doméstica, tentativa de feminicídio e homicídio qualificado, com quatro facas apreendidas pela perícia.