Em uma situação angustiante que se arrasta há quatro anos, a brasileira Karin Rachel Aranha Toledo, de Campinas, vive a dor da separação de seu filho Adam, levado ao Egito sem sua autorização. Recentemente, duas fotos, capturadas por detetives particulares, geraram uma mistura de esperança e desespero na mãe. As imagens mostram Adam saindo de um imóvel associado à família paterna, acompanhado da avó, e usando boné e máscara para evitar ser reconhecido.
As fotos foram obtidas em abril deste ano, após a Justiça egípcia conceder a guarda de Adam a Karin, mas, mesmo com a localização do garoto, ele continua sob a custódia da família do pai, Ahmed Tarek Mohamed Faiz Abedelkaleg. “É surreal ver o perfil do meu filho. Essa imagem não sai da minha cabeça”, desabafou Karin, que tem enfrentado uma batalha judicial internacional para reaver a guarda do menino.
A situação se complica ainda mais com a ineficácia das tentativas de cumprimento da ordem judicial. Duas tentativas anteriores de localizar Adam não tiveram sucesso, e a mãe destaca que a responsabilidade de resgatar a criança recai sobre as autoridades locais. “Eles encontraram o Adam, mas quem deve agir agora é a polícia”, afirmou, revelando sua frustração diante da burocracia e da lentidão do processo.
Karin não se sente segura para retornar ao Egito sem o apoio adequado, especialmente após ter sido ameaçada e levada a buscar refúgio na Bélgica. “Eu fiz de tudo e consegui tudo, mas, no fundo, não consegui nada”, lamentou a mãe, que atualmente vive em um estado de exaustão emocional, sem saber quais passos deve tomar a seguir.
O caso teve início em setembro de 2022, quando o pai levou Adam do Brasil ao Egito. Desde então, Karin tem lutado em diversas frentes judiciais, incluindo a obtenção de uma ordem de prisão contra o pai no Brasil e a inclusão dele na lista da Interpol. No entanto, a luta pela custódia de Adam continua, deixando a mãe em um estado de incerteza e angústia.



