Em um momento significativo para a democracia, Luísa Marins, de 22 anos, exerceu seu direito ao voto pela primeira vez neste domingo (25) durante o segundo turno das eleições de 2026 em Indaiatuba, SP. A jovem, que se tornou tetraplégica após um acidente aos 17 anos, não deixou que as dificuldades a impedissem de participar desse importante ato cívico.
Apesar de ter tentado votar no primeiro turno, a chuva e os desafios de acesso à seção eleitoral a impediram. No entanto, desta vez, as condições estavam mais favoráveis, permitindo que Luísa chegasse à Fundação Indaiatubana de Educação e Cultura (Fiec) sem contratempos. Com uma cadeira de rodas motorizada, ela conseguiu acessar a urna eletrônica e manifestar sua vontade nas eleições.
“Estou muito feliz! Eu realmente queria votar no primeiro turno e me senti mal por não ter conseguido. Hoje estou aqui para fazer a diferença”, disse Luísa, que se mostrou satisfeita com a acessibilidade do local. “Foi tudo tranquilo. O dia está ensolarado, eu consegui descer do carro sem dificuldades e o espaço aqui dentro é bem adaptado”, completou.
Acompanhada de sua mãe, Moira Cuchinaro, Luísa compartilhou um pouco de sua trajetória. O acidente a deixou sem movimentos do pescoço para baixo, mas após cinco meses de reabilitação no Instituto Lucy Montoro, em São Paulo, ela segue recebendo acompanhamento na unidade de Campinas. “O tratamento que ela recebeu foi fundamental e é um exemplo do que o SUS pode oferecer”, destacou Moira.
Além do aspecto pessoal, a primeira votação de Luísa simboliza a luta por inclusão e acessibilidade nas decisões políticas. A mãe enfatizou a importância de políticas públicas que garantam que todos, independentemente de suas condições físicas, tenham a oportunidade de votar. “É essencial que a democracia seja para todos e que possamos contar com estruturas que permitam que pessoas com deficiência cheguem até as urnas”, concluiu.
Crédito da imagem: Jovem tetraplégica vota pela primeira vez no 2º turno


