Em uma manhã de votação marcada por diferentes ideologias, duas famílias de Campinas se encontraram na Escola Estadual Dr. Telêmaco Paioli Melges, onde a disputa política fervia no segundo turno das eleições. Enquanto uma família trajava as cores da bandeira do Brasil, a outra optou pelo vermelho, simbolizando suas crenças políticas distintas.
Amara Alves, que já havia votado em Sumaré, foi até Campinas para apoiar o genro Guilherme Henrique, um eleitor de Flávio Bolsonaro. Do outro lado, Andréia e Marco Silva, fervorosos apoiadores de Lula, levaram seus filhos e uma sobrinha para participar do ato cívico. A coincidência dos encontros na mesma escola, que registrou uma das disputas mais acirradas no primeiro turno, trouxe à tona um exemplo de convivência respeitosa entre aqueles que, embora em lados opostos, se uniram pelo exercício da democracia.
Amara enfatizou a importância do respeito mútuo, afirmando que as diferenças políticas não precisam resultar em conflitos. “Eu sou desse lado, eles são desse e o respeito é mútuo”, declarou, reforçando que a bandeira que vestia era uma representação do Brasil, e não de um partido específico. “O importante é brigar pelo Brasil, não por partido”, completou.
Por sua vez, Marco Silva, que estava com a família, também deixou claro que sua postura não se tratava apenas de uma preferência partidária. “A gente tá do lado do Brasil pela democracia”, afirmou. Ele ressaltou a importância de apresentar às crianças a participação política desde cedo, garantindo que elas cresçam cientes de suas responsabilidades como cidadãos. “É importante para ele ver desde cedo o lado certo, né? Pra não crescer e ir pro outro lado errado”, brincou, mostrando que, mesmo nas divergências, o amor pela pátria e pela democracia prevalece.
Crédito da imagem: Famílias com votos opostos se encontram: 'Respeito é mútuo'


