Um acidente trágico em Campinas deixou três jovens mortos na noite de domingo (18) e agora está sendo investigado pela Polícia Civil. O sinistro ocorreu no cruzamento da Avenida José de Souza Campos (Norte-Sul) com a Rua Mogi Guaçu, onde um Fiat Fastback colidiu com um ônibus, viajando a uma velocidade estimada de 180 km/h, bem acima do limite permitido de 60 km/h.
Leandro Tessler, professor do Instituto de Física Gleb Wataghin da Unicamp, fez essa estimativa com base em imagens de câmeras de segurança, embora a análise não seja um laudo pericial. A Polícia Civil, por sua vez, está conduzindo investigações mais aprofundadas e já considera a possibilidade de que o veículo estivesse envolvido em um racha.
Além do Fastback, um Ford Focus foi flagrado nas filmagens, a cerca de 85 km/h, e foi apreendido para investigação. O motorista do Focus teria dado ré e deixado o local após a colisão, levantando suspeitas sobre sua participação no evento. Os ocupantes desse carro afirmaram que o Fastback fez um sinal chamando para uma corrida antes do acidente, mas negaram ter participado de um racha.
As vítimas do acidente foram identificadas como Lucas Jacuneli, Caio Tauã Amorim da Silva e Muryllo Henrique Costa de Oliveira, todos com 23 anos. Lucas e Caio morreram no local, enquanto Muryllo foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no dia seguinte.
O ônibus envolvido no acidente, que pertence à linha 260, estava dentro do limite de velocidade, a 40 km/h, segundo informações do sindicato das empresas de ônibus. A colisão, que ocorreu na região do Taquaral, resultou em uma tragédia que abalou a comunidade local e levantou questões sobre segurança nas vias.
A investigação prossegue, e a Polícia Civil está analisando todas as evidências disponíveis. O delegado Gabriel Job Silveira confirmou que os ocupantes do Focus estão sob investigação por possível omissão de socorro, já que deixaram o local sem prestar assistência às vítimas.


