Durante uma caminhada pela mata em São Pedro, no interior de São Paulo, o professor e fotógrafo de natureza Thiago D’Alkmin se deparou com uma impressionante descoberta: um cogumelo de cerca de 40 centímetros de altura, iluminado por um feixe de sol que parecia destacar ainda mais sua beleza. O encontro inusitado ocorreu em setembro, após dias de chuvas intensas na região.
O local escolhido por Thiago para suas observações era próximo à divisa com Águas de São Pedro, onde ele havia retornado para fotografar ninhos de japu, uma ave que tinha avistado durante um passeio com a esposa. Após algumas tentativas frustradas devido ao mau tempo, finalmente pôde registrar não apenas os ninhos, mas também outras aves como a iraúna-grande, antes de se aventurar mais pela mata.
Enquanto seguia os sons de gralhas-do-campo e tucanos-toco, Thiago encontrou o cogumelo inédito para ele. “Era como uma luminária de jardim, com uma haste longa e um chapéu que se iluminava com a luz do sol. Nunca tinha visto algo assim”, compartilha o fotógrafo, que rapidamente registrou a imagem com seu celular, encantado com a descoberta.
Intrigado, ele buscou informações sobre o cogumelo e encontrou semelhanças com a Macrolepiota capelariae, uma espécie descrita em 2022 na América do Sul, especialmente na Mata Atlântica. Contudo, especialistas consultados não conseguiram confirmar a identificação apenas por imagens. De acordo com um guia científico a ser publicado em 2025, a Macrolepiota capelariae é um fungo que pode chegar a 30 centímetros de altura, com um chapéu variando de marrom-claro a alaranjado, e costuma aparecer em áreas de matas nativas após períodos chuvosos.
Thiago, que é instrutor no Senai e possui vasta experiência em fotografia de aves, revelou que, apesar de sua paixão pela natureza, ele nunca havia encontrado um cogumelo tão peculiar. “A possibilidade de descobrir algo novo é o que torna essas experiências tão especiais. É como redescobrir a infância a cada nova sensação”, afirma.
Vale destacar que, embora a beleza dos cogumelos possa ser tentadora, a coleta de espécies silvestres deve ser evitada, já que muitas delas podem ser tóxicas e causar sérios problemas de saúde. A recomendação é admirar e registrar essas maravilhas da natureza em seu habitat natural, garantindo a preservação ao mesmo tempo em que se desfruta do encanto da biodiversidade.


