sexta-feira, 23/10/2026

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Diário de Campinas

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Estudante perseverante busca realizar sonho de cursar medicina na USP após várias tentativas

Em Rio Claro, a estudante Giulia Maria Zanfelice, de 22 anos, está determinada a conquistar seu sonho de cursar medicina. Após cinco anos dedicados ao cursinho preparatório, ela se prepara para encarar a Fuvest…

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Em Rio Claro, a estudante Giulia Maria Zanfelice, de 22 anos, está determinada a conquistar seu sonho de cursar medicina. Após cinco anos dedicados ao cursinho preparatório, ela se prepara para encarar a Fuvest pela sexta vez no próximo dia 1º de novembro. O objetivo é garantir uma vaga no curso de medicina da Universidade de São Paulo (USP), um desafio que ela não se cansa de enfrentar.

Giulia, que teve um forte suporte familiar e cresceu inspirada por mulheres que lhe ensinaram sobre coletividade e resiliência, afirma que a vontade de se tornar médica vem acompanhada de um desejo de retribuir ao Sistema Único de Saúde (SUS). “Quero ajudar as pessoas e fazer a diferença na saúde pública, assim como minha família já fez uso desses serviços”, compartilha ela, que será a primeira da família a se graduar.

Mesmo diante das frustrações e comparações com colegas que já estão na faculdade, Giulia mantém a fé em seu potencial. “Não desisto fácil”, afirma, enfatizando que, embora também esteja se inscrevendo em outros vestibulares, seu foco principal é na USP. A experiência acumulada ao longo dos anos ajudou a moldar sua visão sobre o aprendizado: “Cada aula, mesmo repetida, traz algo novo. Sinto que estou sempre evoluindo”, reflete.

Murillo Moura, um colega de 21 anos, compartilha a mesma luta. Ele, que está há quatro anos se preparando para o vestibular de medicina, destaca que a paciência é fundamental. “Não desistir é o caminho. Vale a pena, mesmo com as dificuldades”, encoraja ele, que também sonha em se tornar um profissional da saúde.

Para a psicóloga e orientadora educacional do Colégio Oficina do Estudante, Mariana Viviani, a persistência durante os anos de preparação é crucial. “Esse tempo investido não é perdido; é um processo de construção de resiliência e maturidade”, explica. Ela ressalta que o vestibular deve ser visto como um passo na jornada, não como um fim em si mesmo, ajudando a aliviar a pressão que muitos estudantes sentem.

Com as mudanças na prova da Fuvest deste ano, que contará com menos questões, mas o mesmo tempo para realização, a expectativa é que os candidatos tenham mais oportunidades de demonstrar seu conhecimento de forma mais reflexiva e integrada. A lista de leituras obrigatórias também foi atualizada, mantendo o foco em autoras mulheres, mostrando que a diversidade e a inclusão continuam a ser prioridade no processo seletivo.